Dicas para aproveitar melhor a sua cerveja no calor do verão

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Por Larissa Januário

Verão, calor e cerveja gelada. Essa combinação clássica é uma unanimidade entre os brasileiros cervejeiros. Com a onda cervejeira que se espalhou pelo país, temos ainda mais opções de rótulos e estilos nas prateleiras de mercados e empórios. Com isso, muitas dúvidas podem surgir na hora de fazer a escolha. Quais os estilos que combinam com o calor? Cerveja tem de ser estupidamente gelada? Como armazenar minha bebida?

O portal Feed foi atrás para descobrir as respostas dessas e de outras questões que podem ajudar você a obter o máximo do seu copo. Conversamos com os especialistas Eduardo Passarelli, sócio do bar Aconchego Carioca, e Carolina Oda, consultora em serviços de cerveja e beer sommelière pela ABS.


Quais os estilos de cervejas mais refrescantes?

Os especialistas orientam a dar preferência para estilos que tenham elementos como corpo leve, baixo teor alcoólico, boa presença de gás, acidez, notas cítricas, amargor e um final seco, que são indicadas para serem tomadas mais frias.

As cervejas que mais se encaixam nesse perfil são: Pilsen, Witbier, Weissbier, Kolsch, Lambic, Saison, India Pale Ale com lúpulos cítricos americanos (mais herbais).


Cerveja tem de ser estupidamente gelada?

Não é o mais indicado. Qualquer bebida quando tomada muito gelada perde sabor e aroma. “Aqui no Brasil ainda é difícil incorporar o conceito de que cerveja não precisar ser tão gelada, tanto pela cultura quanto pelo nosso clima”, explica Carolina.

O ideal, então, é servir gelada e deixar a cerveja ir esquentando no copo. “Isso é legal também para ver como a temperatura influencia, como a cerveja vai abrindo conforme esquenta”, orienta a consultora.


Como saber qual a temperatura ideal para apreciar uma cerveja?

Cada estilo tem a sua, mas como guia Passarelli orienta: “as cervejas menos complexas em aroma, corpo, sabor e teor alcóolico podem ser bebidas mais frias. As mais complexas já pedem temperaturas mais altas.” Lembrando que o frio atrapalha nossa percepção de sabor.

Carolina complementa que, normalmente, a temperatura de serviço dos diversos estilos deve variar entre 0 e 14 graus. “Mas se trata de verão e de cervejas mais leves, vale deixar bem gelada porque em minutos ela já chegará a temperaturas mais amenas.”


Como gelar a cerveja rapidamente?

Ambos concordam: a famosa mistura de gelo, sal grosso e álcool é bem eficiente. “Se a cerveja for em lata, gela ainda mais rápido”, complementa Carolina.


A escolha do copo é importante?

Sim! Por alguns motivos:

– formação de espuma: se formar muita, o ideal são os copos mais abertos. Se formar pouca, o indicado são os copos mais estreitos, para deixar a espuma mais alta e ajudar na duração.

– liberação de aromas: podemos girar a cerveja para liberar os aromas. Alguns copos permitem esse movimento. Além disso, esses copos mais fechados na parte superior ajudam a concentrar os aromas.

– velocidade de escoamento e áreas de contato com a boca: copos mais altos e estreitos fazem com que a cerveja escoe melhor e circule por menos áreas da boca, sendo indicados para cervejas mais leves e com pouca complexidade. Já as taças mais abauladas, em especial as de boca virada para fora, fazem com que o líquido escorra mais devagar e se espalhe mais pela boca.

– para caber a cerveja inteira: alguns estilos de cerveja não são filtrados e devem ser servidos inteiros no copo, a exemplo das cervejas de trigo.

– espessura do vidro ou copos com alça: para evitar que o calor da mão esquente a cerveja.

– tamanho do copo: em copos menores cabe menos cerveja, bebe-se mais rápido e não dá tempo de esquentar.


Onde e como armazenar a cerveja?

O ideal é armazenar as garrafas em pé, em local fresco, seco, escuro e com controle de temperatura. “Principalmente se forem cervejas de guarda, que podem ficar por anos paradas”, explica a beer sommelière. Passarelli complementa que uma adega de vinhos com porta cega faz bem esse papel de armazenamento.

Mas se for consumo rápido, gelando pra festa, por exemplo, as garrafas até podem ficar deitadas. A única exceção para isso são as refermentadas, que devem sempre ficar em pé.

 

O que é melhor: latinha ou garrafa?

Com exceção da apresentação em serviços de restaurantes, a lata é a melhor opção. “Para gelar mais rápido, para ser mais facilmente reciclada, pelo peso que tem, por impedir a luz de entrar e ajudar a não oxidar a cerveja e por ter vedação perfeita, escolha a latinha”, lista Carolina.

“Em diversos testes cegos que já foram realizados, é unânime a qualidade superior do líquido na lata. Uma pena ter tanto preconceito ainda”, justifica.

Passarelli concorda. “Eu prefiro a lata. Ela protege a cerveja de dois de seus maiores inimigos: luz e oxidação. Hoje a indústria tem tecnologia pra produzir latas que interferem praticamente em nada na qualidade da cerveja.”


O que buscar na hora de degustar?

Para iniciantes a dica é buscar cervejas com características de malte, lúpulo, fermento, acidez, tipos de fermentação, corpo e potência. A partir daí, descobrir a linha que mais lhe agrada e explorar a fundo. “E é sempre legal pedir uma cerveja diferente, para conhecer novos sabores. São muitas opções”, orienta o cervejeiro.


É possível fazer drinques com cerveja?

Não é nada fácil, mas dá pra fazer sim. “Infelizmente, aqui no Brasil ainda não temos um bar especializado, mas alguns já oferecem algumas opções”, conta Carolina exemplificando com The Meatball House, que usa uma cerveja com cereja na composição de uma das receitas.

Para fazer em casa, ela indica começar com os mais conhecidos, como a michelada – drinque mexicano à base de cerveja, suco de limão e molho de pimenta – ou colocando rodelas de laranja e limão siciliano numa cerveja do estilo witbier. Passarelli cita ainda o Black Velvet, feito de cerveja stout e espumante. “Mas é importante saber equilibrar o drinque. Porque se errar a mão, a dor de cabeça é terrível!”, brinca.

 

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